Temperar cores: De Leonardo a Rembrandt 2019|20

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Plano de Estudos: 

Receituários – Um breve olhar histórico
Substâncias aglutinantes. Resinas Naturais. Diluentes e solventes. Médios
Linguagem da Cor – Pigmentos e Corantes
Preparação de tintas. Processos de manipulação plástica. Paletas restritas
Vocabulário, ferramentas e utensílios

 

Conteúdos

Temperar cores: De Leonardo a Rembrandt

Quem já não temperou comida de modo a realçar, intensificar ou melhorar o seu sabor e aroma?
Também as cores, sob forma de pigmentos e corantes, para se tornarem tinta, precisam de ser misturadas com substâncias que as harmonizem, agreguem e sobretudo que permitam a sua aplicação e manipulação sobre uma superfície sem que se desprendam.

Temperare era um verbo de origem latina, que entre outros significados incluía: moderar, misturar, fortalecer. Nos tratados antigos de pintura são inúmeras as receitas para temperar cores, mas parece não ter sido fácil encontrar equilíbrios entre os dois elementos, pois a aparência e o comportamento da matéria colorante pode variar consideravelmente conforme o aglutinante utilizado. E foram inúmeras as tentativas: banha, sangue, leite, urina, suco de alho, cerveja, vinagre, seiva de figueira, colas de origem animal, baba de caracol, cera de abelha, etc. Algumas destas substâncias foram caindo em desuso, outras pelo seu enorme sucesso receberam nomes de técnicas de pintura, como o óleo, pois tomaram de tal forma o temperamento dos artistas que lhes materializaram sonhos e assim se perpetuaram no tempo.

Nesta oficina, recriaremos algumas das receitas mais utilizadas pelos grandes mestres da pintura ocidental.